Dentre os sufixos estudados, vimos -fobia. Uma delícia! Não foram poucos os que se encaixaram perfeitamente nas descrições de alguns dos muitos medos que povoam o imaginário humano.
Para quem quiser saber mais sobre o assunto (Fobia: origem, características, tipos e tratamentos mais indicados), a Internet oferece um vasto material para pesquisa, dentre os quais sugiro: http://www.cerebromente.org.br/n05/doencas/fobias.htm
Ainda sobre esse assunto, há um texto simplesmente ótimo, hilário, que fala sobre uma das fobias mais comuns na atualidade (eh, bichinho nojento e tenebroso!...), a entomofobia. Leia, vale a pena!! http://detextoemtexto.blogspot.com/2009/04/guerra-santa contra-as-baratas.html?showComment=1240461540000#c2425662746035768111
Acluofobia, Escotofobia ou Ligofobia: medo de escuro
Acrofobia: medo de altura

Amaxofobia: medo de dirigir carro
Apifobia: medo de abelha
Aracnofobia: medo de aranha
Astrafobia ou Astrapofobia: medo de trovões e relâmpagos
Aviofobia, Aviatofobia ou Brontofobia: medo de andar de avião
Bufonofobia ou Ranidafobia: medo de sapo
Cinofobia: medo de cachorro (esta eu sei bem o que é, aliás, o que foi!!)
Cleptofobia: medo de ser roubado
Claustrofobia: medo de lugares fechados, confinados
Coimetrofobia: medo de cemitério
Dentofobia: medo de dentista
Electrofobia: medo de eletricidade
Entomofobia ou Insectofobia: medo de barata e insetos de forma geral

Espectrofobia ou Fasmofobia: medo de espectros ou fantasmas
Falacrofobia: medo de ficar careca
Fotofobia: medo de luz
Gerascofobia: medo de envelhecer
Glossofobia: medo de falar em público
Hematofobia: medo de sangue
Hifrofobia: medo de água
Isolofobia ou Monofobia: medo de ficar sozinho
Mecanofobia: medo de máquinas
Mirmecofobia: medo de formiga
Musofobia, Murofobia ou Surifobia: medo de rato

Ofidiofobia: medo de cobra
Pirofobia: medo de fogo
Pneumatifobia: medo de espíritos
Tacofobia: medo de velocidade
Taurofobia: medo de touro
Tanatofobia: medo de morrer
Vacinofobia: medo de tomar vacina ("parente próxima" da anterior!)
Xenofobia: medo ou aversão a estrangeiros
Zoofobia: medo de animais em geral

É bastante comum, nas grandes e até mesmo (pasmem!) em muitas das pequenas cidades do interior, a presença do que eu considero uma praga: os flanelinhas! Trata-se daqueles famosos indivíduos que ficam na rua – suposto espaço/bem de todos! - e fazem a célebre pergunta:
- Posso dar uma olhadinha no seu carro?
O que todos sabemos, entretanto, é que de "bondade" essa frase não tem nada! Ao contrário, há uma violência e ameaça implícita, que poderia ser traduzida da seguinte maneira: “Olha aqui, seu otário, se você não me der uma grana quando voltar, detono seu carro. Tô falando sério!...”
Confesso que essa realidade social me causa enorme repúdio e raiva, porque, independentemente do que quer que seja, odeio quando me sinto coagida e obrigada a fazer algo! Ainda mais quando sei o quanto a gente trabalha para viver honestamente e, em situações intragáveis como essa, ter que dar dinheiro a desocupado.
O curioso é que nas eleições passadas, lá estavam alguns de nossos ex-alunos, rostos conhecidos de 6ª e 7ª séries, “cuidando” dos carros de eleitores... Que sociedade essa nossa!..


Guilherme Balza
(...)
Veja a reportagem na íntegra:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/04/07/ult5772u3517.jhtm

No comentário sobre o texto Escolhas, postado neste blog, o Cleiton (http://saudesabervirtude.blogspot.com/) nos fez lembrar de uma sequência infalível na vida:
Fala a verdade: quer coisa mais cruel que essa?!...

AMOR É SÍNTESE
Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu!
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou:
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor!
Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!
(Mirthes Mathias, In: Bom dia amor!, Juerp, 1990)

Quem seriam esses que morreram? Foram estudantes de que escola?...
Não é à toa que continuamos, como professores, numa luta danada para que esses meninos compreendam que o único caminho para um crescimento digno são os estudos. E digo estudos não apenas para passar em provas escolares, mas para enfrentar a vida, com maior autonomia e poder de escolha.
Dá muito trabalho levá-los a entender que muito pouco vale
- um corte/penteado "manero" ou um boné "muito louco" em uma cabeça que não sabe pensar;
- um Rayban em olhos que não têm paciência para parar e aprender a ler textos;
- um celular de última geração quando não se sabe falar e ouvir, para resolver as situações da vida...
Mas continuamos tentando. Queremos que eles cresçam e se interessem por coisas realmente dignas e construtivas, pois diferentemente das produções de texto que fazemos na escola, em que podemos corrigir erros e inadequações, a vida é implacável e não nos dá uma outra chance para reescrever nossa história. O tempo passa muito rápido.
Tudo é uma questão de escolha. As opções de hoje certamente voltarão, com o dobro de sua força, para o mal ou para o bem.

A primeira pressupõe subordinação, sujeição a uma pessoa ou situação, independente se você concorda ou não com o que está sendo imposto. Ex.: Estou a mando do meu chefe.
A segunda - uau!!! - não tem nada a ver com a primeira. Estar amando (do verbo amar) indica liberdade, satisfação, encantamento.
Este ano, mesmo estando a mando de instâncias superiores, o que é natural e imperativo para a maioria dos seres viventes que trabalham, também estou amando o que tenho feito.
Vivencio um momento muito bom em minha profissão. Consegui ser lotada numa escola municipal para trabalhar com o EJA, Educação de Jovens e Adultos, experiência que comecei a ter no final do ano passado em outra escola, e de que gostei muito.
Até a refeição, que em muitas escolas não é assim tão boa, tão bem preparada, nesta o cheiro invade os corredores e dá água na boca. Os alunos dizem que é bem gostosa - pena que os professores e funcionários não possam se servir..., mas, se são normas (e existem os porquês), a gente respeita.
Obviamente que não é fácil, pois todos os dias o professor enfrenta uma situação nova, por vezes desafiadora e estressante... não é um mar de rosas! Mas as vitórias que estamos tendo vamos comemorando. Estamos, dentro de nossas possibilidades, procurando fazer o melhor. A despeito de dar bastannnnnnnte trabalho, com certeza, está sendo muito gratificante!
Só sei que este ano não estou apenas a mando, dentro de uma situação. Estou amando mesmo e me dedicando o quanto posso.

Queridos da 3ETA: é um prazer ir à sala de vocês, vê-los tão interessados (a maioria...) e crescendo! Parabéns, para muitos, pela volta aos estudos depois de tanto tempo! Acima de tudo, isso indica autoestima e valorização pessoal.
Superpoderosos da 4ETC: para mim é um presente quando estou aí, com gente tão batalhadora, inteligente e capaz! Obrigada pelo carinho, interesse e relacionamento ótimo que posso ter com vocês!
Pessoal da 4ETD: quanta gente boa nessa sala! Sei que aos poucos estão percebendo que tudo é uma questão de escolha... Parabéns a quem já começou a fazer escolhas legais, inteligentes!
Um abração!

Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...
Agora, leia-o novamente, de baixo pra cima.

Como temos comentado em sala de aula, a língua é heterogênea e nada estável. Com o decorrer do tempo ela muda, sofre transformações. Dessa forma, quanto maior o tempo transcorrido, mais delicada se mostra a questão da interpretação do que se grafou.
Sobre essa questão, recomendo um ótimo texto, escrito por Ebenézer Teles Borges: interpretação de textos antigos.
Um abraço!

Sinais de Pontuação
Semelhante aos sinais de trânsito, os sinais de pontuação constituem-se numa convenção social necessária à organização, direcionamento e indicação de caminhos, a saber, os sentidos do texto.
Diferentemente da linguagem falada, a escrita exige uma maior rigidez na padronização de códigos e sinais – especialmente em produções textuais cuja linguagem requer maior nível de monitoração.
Pode observar: quando nos comunicamos por meio da fala, dispomos de mil e um recursos que nos auxiliam a expressar o que desejamos. O tom da voz, os gestos, a expressão facial, o posicionamento do corpo ou até mesmo o silêncio pode se mostrar como elemento interessante na comunicação.
Na produção escrita, no entanto, o leque de opções não é tão amplo assim. Dentre os principais recursos gráficos de que dispomos destacam-se dois: as palavras e os sinais de pontuação. Um único ponto, muitas vezes, torna-se o diferencial absoluto na produção do sentido de uma sentença. E digo sentença na dupla acepção da palavra, a de uma construção linguística, e a de determinação judicial, como retratado na famosa história do telegrama em que a falta de um único ponto poderia colocar um final na vida do réu...
Telegrama:
“PERDÃO IMPOSSÍVEL QUE SEJA CUMPRIDA A SENTENÇA”
Fim da linha para o réu:
“PERDÃO IMPOSSÍVEL. QUE SEJA CUMPRIDA A SENTENÇA.”
Liberdade:
“PERDÃO. IMPOSSÍVEL QUE SEJA CUMPRIDA A SENTENÇA.”
(Será que o juiz era misericordioso e "bom em português"?? rsrsrs)

A vírgula é outra "poderosa"! Que diferença pode fazer num determinado (con)texto! Se colocada fora de lugar, num almoço, por exemplo, pode até deixar a cerimônia de lado e confundir a pessoa com o prato principal:
- Você quer macarrão?
ou
- Você quer, Macarrão?
(Palavras da minha mãe. Quantas vezes a ouvi falando exatamente assim, à mesa, pra fazer a gente rir - saudadesssss!!!)