Risos à parte, esse personagem (não sei se desligado somente...), pode muito bem representar alguns dos memoráveis momentos em que, sem querer, damos umas gafes de raciocínio, nas mais variadas situações da vida.
Tudo bem que existem aqueles seres humanos iluminados, que estão sempre vivos, ligados ao mundo que os cerca, e que dificilmente cometem algum deslize. E quando o fazem, saem-se tão bem da situação, que a gente acaba nem percebendo o que aconteceu. Ai, que inveja!...

Segundo ela, depois de esperar uma hora por atendimento, pediu para a enfermeira chamar o médico. “Ele estava dormindo em uma salinha e saiu furioso, chutando cadeiras. Deu para ver que estava bêbado porque começou a me xingar dos piores palavrões. Aí eu disse: ‘Se quiser dormir, vai para casa’. Depois, ele me deu dois socos”, conta ela, que teve escoriações no queixo.
Procurado em casa, Bassani não foi encontrado. Já a Secretaria de Saúde de São Bernardo disse que vai apurar os fatos, e afastou o médico do cargo. (Diário de São Paulo, 25/10/09, por Karina Lignelli)
Assim, quando uma receita pede uma massa homogênea, quer dizer que esta precisa ficar por igual, com a mesma textura. Ou, se conheço uma pessoa que se interessa romanticamente por uma pessoa do mesmo sexo, posso deduzir que se trata de um homossexual.


Já as palavras que possuem o mesmo som são chamadas de Homônimas Homófonas e distinguem-se, necessariamente, pela escrita:
1) Mal chegamos à praia e já percebemos o mau tempo: choveu o feriado inteiro! (mal, advérbio / mau, adjetivo, contrário de bom)
2) Será que um coração ferido tem conserto? (conserto, reparo / concerto, apresentação musical)
Há dezenas de pares de palavras Homófonas em nossa língua. E nossos artistas e poetas utilizam-se constantemente da riqueza e variedade que nosso português tão brasileiro nos oferece. É o que faz o Veríssimo na crônica a seguir, onde joga de maneira muito inteligente e bem-humorada com as palavras preSSão e preÇão - é muita criatividade pra uma pessoa só!!


DIVIRTA-SE! Clique no link abaixo e tente cercar o gato.
Irmão Menor
(Pedro Bandeira)
Irmão menor
é pior
que catapora.
Irmãozinho
é pior do que carniça,
é pior que injeção.
Mexe no que é meu,
rabisca meu caderno,
perde meu carrinho,
e eu fico de castigo
se lhe dou um safanão.
É praga, é prega,
é sarampo, é varicela!
E não venha
achar estranho,
só porque dei uma surra
no danado do moleque
que xingou o meu irmão.
Eu posso xingar.
Os outros não.
(BANDEIRA, Pedro. Cavalgando o arco-íres. São Paulo: Moderna, 2002)