Edleuza
Na última postagem sobre acentuação gráfica, falamos sobre as Paroxítonas.

Veja agora a situação a seguir e a palavra que destacamos:



Na palavra gaúcho a sílaba mais forte, obviamente, é a penúltima, portanto, é uma paroxítona. Mas.... a regra não diz que todas as paroxítonas são acentuadas, menos as que terminam em -a, -e, -o?


Essa é uma das palavras em que ocorre o que se chama de hiato, ou seja, quando a segunda vogal forma uma sílaba sozinha, acompanhada ou não de -s. Eis alguns exemplos:

1. Sa - a - ra
2. fa -
ís - ca
3. co -
e - so
4. fi -
as - co
5. ca -
o - lho
6. mai -
o


Para os casos de hiato, a convenção é a seguinte: devem ser acentuados todos os hiatos em -i ou -u, seguidos ou não de -s, independentemente de que tipo de palavra seja. Por isso, a palavra gaúcho, mesmo sendo paroxítona terminada em -o, tem acento. Outros exemplos de hiatos em -u:

ba - ú
sa -
ú - va
sa -
ú - de
ba - la -
ús - tre

Até aqui tudo bem, é simples e fácil. Com o Novo Acordo Ortográfico, no entanto, ficou determinado que, mesmo se uma palavra tiver um hiato em -u(s), mas se vier após ditonto descrescente, não deve ser acentuado - ah, esse (des)acordo!!!


Ainda bem que existem pouquíssimas ocorrências desse tipo, e a palavra mais conhecida desse caso que agora não leva mais acento é feiura. Já a palavra maiúscula, embora pareça pertencer à mesma situação, continua sendo acentuada pois, além de ser hiato, também é proparoxítona (mai-ús-cu-la), e todas as proparoxítonas são acentuadas.


Com relação aos hiatos em -i(s), eis alguns casos:

sa - í - da

fa - ís - ca

e - go - ís - ta

u - ís - que

a - ça - í

ve - í - cu - lo




Há uma exceção nesse tipo de hiato, que desde o tempo do ensino fundamental me incomodava (aliás, o que é exceção em língua e tudo o que é compulsório, e ainda mais sem uma explicação razoável, tende a gerar aversão). A exceção é a seguinte:


"Acentuam-se todos os hiatos em -i(s), menos os que vêm antes de -nh"


Qual a razão disso? Qual o critério usado para determinar essa exceção?

Não ficaria mais fácil se todo hiato em -i(s) fosse acentuado???


Não dá pra negar... a língua não é lógica, mas analógica...


Depois de muito pesquisar, ouvi uma explicação que me pareceu coerente: a exceção é devido ao fato de que na língua portuguesa há uma tendência, nesses casos, da sílaba forte recair naturalmente sobre o hiato. Assim, as palavras rainha, ladainha, bainha, tainha... não precisam de acento gráfico para indicar a sílaba tônica (se esta foi a motivação original, não sei, mas me convenceu).




17 Responses
  1. Anônimo Says:

    aaaaaaaaaaa


  2. Anônimo Says:

    Continua não me convencendo a explicação sobre o fato da sílaba forte recair naturalmente sobre o hiato, uma vez que o mesmo "I" de SAÍDA, é silaba forte e está sozinho, como em Ra-i-nha. Assim como na palavra poesia, em que a gramática impõe dois hiatos (po-e-si-a), o segundo segue a regra em questão, mais no primeiro hiato (po-e), ambas vogais são átonas, tem a mesma intensidade fonética e na fala espontânea formam uma sílaba proferida numa única emissão de voz. Na arte poética a Sinérese contrai tais vogais (Poe) em ditongo, o que não é possível em (si-a). Tais princípios inadequados da língua permanecem ancorados na sua origem Greco-Latina, que ao longo do tempo, como organismo vivo, sofreu transformações fonéticas e a linguística diacrônica continua sendo ignorada nos mais variados aspectos da gramática normativa replena de regras e abstrusas exceções.


  3. Anônimo Says:

    Continua não me convencendo a explicação sobre o fato da sílaba forte recair naturalmente sobre o hiato, uma vez que o mesmo "I" de SAÍDA, é silaba forte e está sozinho, como em Ra-i-nha. Assim como na palavra poesia, em que a gramática impõe dois hiatos (po-e-si-a), o segundo segue a regra em questão, mais no primeiro hiato (po-e), ambas vogais são átonas, tem a mesma intensidade fonética e na fala espontânea formam uma sílaba proferida numa única emissão de voz. Na arte poética a Sinérese contrai tais vogais (Poe) em ditongo, o que não é possível em (si-a). Tais princípios inadequados da língua permanecem ancorados na sua origem Greco-Latina, que ao longo do tempo, como organismo vivo, sofreu transformações fonéticas e a linguística diacrônica continua sendo ignorada nos mais variados aspectos da gramática normativa replena de regras e abstrusas exceções. Artur dos Santos Saldanha


  4. Anônimo Says:

    Não entendi!!!!!!!!!!!


  5. Edleuza Says:

    Olá!
    Qual parte você não entendeu?


  6. Anônimo Says:

    Gostei muito da pagina , bem melhor explicada apesar de minha professora ser muito boa , obrigado pela ajuda Edleuza .


  7. heavy metal Says:

    Ótimas explicações



  8. Anônimo Says:

    a palavra situações é acentuada por ser paroxítona terminada em s ?


  9. Edleuza Says:

    Olá, tudo bem?

    Na verdade, a palavra "situações" não é acentuada graficamente. O til (~) é apenas um sinal de nasalização.

    si - tu - a - ções = oxítona não acentuada terminada em ditongo.


  10. Olá!!! Eu estou tentando entender o porquê da palavra poesia não ter acento!!!!



  11. Edleuza Says:

    Oi, Julio.
    A palavra po - e - SI - a não é acentuada, pois é uma paroxítona terminada em -a.



  12. anonimo Says:

    me ajuda prciso saber disso em 4 min.


  13. Anônimo Says:

    tbom, esquce.
    ninguem ta online.



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