Maria E.

EUA abandonam ensino da letra de mão

Defensores da medida, que provoca polêmica, argumentam que as crianças não necessitam mais escrever com caneta no papel

Gustavo Chacra (correspondente de Nova York) - O Estado de S.Paulo


O ensino da letra cursiva (de mão) será opcional em Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 Estados americanos que também consideram esta forma de escrever como ultrapassada. Na avaliação deles, é mais importante se concentrar no aprendizado das letras bastão (de forma).


O argumento dos defensores desta lei, que provocou polêmica nos Estados Unidos nas últimas semanas, é de que hoje as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel.


Seria mais importante elas aprenderem a digitar mais rapidamente, já que quase toda a comunicação acontece por meio de letras de forma nos celulares e computadores. "As escolas devem decidir se pretendem ensinar letra cursiva, mas recomendamos que deixem de ensinar e se foquem em áreas mais importantes. Também seria desnecessário encomendar apostilas que ensinem letra cursiva", diz um memorando do Departamento de Educação de Indiana. (...)


Os opositores, além de levar em conta a tradição, dizem que a letra representa em parte a personalidade das pessoas, especialmente nas assinaturas, e também permite que sejam lidos documentos históricos, como a declaração de independência dos Estados Unidos.


Um encontro da Master Penmen, a associação internacional dos instrutores de letra de mão, deve se encerrar hoje no Arizona com um repúdio à decisão em Indiana. Eles contam também com um apoio indireto do presidente Barack Obama, que tem o costume de escrever cartas de próprio punho para algumas pessoas, inclusive para eleitores.


Trajetória. Até poucas décadas, o ensino da letra cursiva nos países ocidentais era inquestionável, e crianças passavam horas aperfeiçoando a letra em cadernos de caligrafia. O importante, além de tornar os traços legíveis, era ser capaz de escrever de uma forma considerada bonita. Foi com a pedagogia moderna que a exigência da letra cursiva começou a ser questionada. Com o tempo, cadernos de caligrafia caíram em desuso.


(Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110718/not_imp746256,0.php)


Maria E.
Férias escolares chegam ao fim nesta segunda-feira.

Cresce o número de pais e mães interessados em que as escolas funcionem em tempo integral para que os filhos permaneçam o maior tempo possível... fora de casa.
Por que será?...





Maria E.
Estão abertas até 10 de agosto as inscrições para o Prêmio Vivaleitura, que tem como objetivo incentivar a leitura no país. Essa é a sexta edição da premiação, que neste ano vai reconhecer pela primeira vez trabalhos desenvolvidos em ambientes virtuais como blogs ou redes sociais.

Podem se inscrever pessoas físicas, empresas , instituições e órgãos públicos que desenvolvam projetos de incentivo à leitura em três diferentes categorias: bibliotecas, escolas e sociedade. Esta última inclui empresas, organizações não-governamentais (ONGs), pessoas físicas, universidades e instituições sociais.

A lista dos 15 finalistas será divulgada em outubro e o resultado final, com o vencedor de cada categoria, em novembro. Cada um receberá um prêmio no valor de R$ 30 mil. As inscrições podem ser feitas no site www.premiovivaleitura.org.br.

O Vivaleitura é promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e os ministérios da Cultura e da Educação, com patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

(Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5257242-EI8266,00-Premio+dara+R+mil+para+projetos+de+incentivo+a+leitura.html)



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Maria E.


Comercial maravilhoso!...
Maria E.

Universidade Federal do Rio de Janeiro substitui vestibular pelo Sisu


A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não terá mais vestibular para ingresso na instituição. Os alunos serão selecionados a partir de agora com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por um placar folgado, a medida foi aprovada nesta quinta-feira (30) pelo Conselho Universitário (Consuni). Os representantes dos estudantes foram contra.

A medida foi tomada numa tentativa de facilitar o acesso à universidade e acabar com o vestibular. Por isso, o conselho também estabeleceu que subirá de 20% para 30% o percentual de vagas em cada curso destinado a estudantes com renda per capita de um salário mínimo e que tenham feito o ensino médio em escolas públicas. O critério de cotas raciais foi, mais uma vez, reprovado.


"Adotando o Sisu [Sistema de Seleção Unificada], as universidades públicas podem funcionar em sistema, inclusive participando da elaboração e da aplicação do Enem", disse o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, autor da proposta. Com a mudança, ele acredita que será mais fácil negociar em bloco com o governo federal.














Para Marcelo Paixão, representante do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas no Consuni, o aumento do percentual foi um ganho. Segundo ele, as cotas com critério de renda são a única forma de assegurar a entrada de estudantes menos favorecidos na universidade. "É evidente que o sistema [de ingresso] é elitista, seja pelo vestibular tradicional, ou pelo Sisu."


O Diretório Central do Estudantes (DCE) Mário Prata foi contra a adesão ao Sisu e explicou que, no novo sistema, continuarão predominando estudantes de escolas particulares. "O fim do vestibular não significa o fim das desigualdades", disse Júlio Anselmo, representante do DCE. Para ele, o Sisu continua favorecendo alunos que conseguiram pagar por um ensino melhor ou um curso preparatório para alcançar uma boa nota no sistema.


Dados recentes da UFRJ mostram que, mesmo com a ação afirmativa, no primeiro semestre deste ano, 61,34% dos 4,8 mil estudantes aprovados eram oriundos de escolas particulares. Em seguida, estavam os que cursaram o ensino médio na rede federal (20,7%).


De acordo com o Ministério da Educação, 83 universidades públicas aderiram ao Sisu como processo de seleção para o primeiro semestre deste ano. Para 2012, 48 instituições confirmaram a participação.


Fonte: Agência Brasil (Publicado em 30.06.2011, às 17h34)

http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2011/06/30/universidade-federal-do-rio-de-janeiro-substitui-vestibular-pelo-sisu-280468.php



Uma notícia dessas merece atenção. Se por um lado ecoa como oportunidade e esperança pra muita gente, por outro, é preciso ficar atento ao impacto que tal decisão pode causar... Possibilidade de um novo público não tão preparado quanto o advindo do vestibular? É possível. E muito. Caso isso ocorra, já se prevê um plano de recuperação/adaptação desse novo estudante ao nível de exigência acadêmica?


Não que eu seja a favor do vestibular com a configuração injusta - e até cruel - com que se apresenta atualmente, mas o que se espera, diferentemente de muitas instituições particulares por aí, é o casamento da oportunidade com as devidas condições de trabalho, tanto para o aluno quanto para o professor - não são poucos os casos de estudantes de cetenas de cursos de graduação com dificuldade para compreender textos básicos de suas áreas, e produzir, então, nem se fala...


Resta-nos observar como será conduzido esse (importante) processo de mudança.



Maria E.
Saqueadores! Quem diria?!...

A polícia está manchada de vergonha, mais uma vez,
e nós, com a indignação presa na garganta e a certeza da insegurança que anda solta pelas ruas ameaçando a quem a gente ama.

Maria E.

Senso crítico e preconceito: uma questão de aprendizado


Por definição, crítica e preconceito são palavras com significados muito diferentes. Crítica é o julgamento racional que se faz de algo, de alguém ou de uma situação. Já preconceito, como o próprio nome indica, trata-se de um conceito preestabelecido, um julgamento prévio destituído de bom senso, racionalidade ou ponderação.


Enquanto a crítica procura ser imparcial, analisar minuciosamente as diferentes faces do que se está em questão, o preconceito é inflexível e baseia-se em juízos de valor, favoráveis ou não, formados à priori – em consequência disso, equívocos e injustiças, bastante comuns na sociedade atual.


Tanto o senso crítico quanto a atitude preconceituosa, em maior ou menor grau, fazem parte da experiência humana. Há de se considerar, no entanto, que tanto um quanto o outro é uma questão de aprendizado – ninguém nasce preconceituoso e ninguém sai da maternidade já sabendo que armadilhas a sociedade guarda ou com que roupagens está vestida. Nesse contexto, aprender a assumir uma postura mais sensata diante das situações da vida torna-se cada vez mais necessário às relações humanas.


Saber escolher uma postura crítica dentro de uma sociedade normalmente preconceituosa, no entanto, não é um comportamento natural nem tão pouco simples. Dependerá, em grande parte, de que tipo de formação a pessoa receberá em sua vida e de quais critérios e valores serão internalizados no decorrer do tempo.


Como elementos-chave nesse processo estão a família e a escola, particularmente, se trabalharem de mãos dadas, pela palavra e pelo exemplo, no desenvolvimento do senso crítico de seus educandos. A discussão aberta sobre situações de preconceito, cotidianas ou históricas, o conhecimento mais aprofundado de elementos-alvo de discriminação social podem ampliar significativamente a concepção que se tem de questões como essas e modificar a visão equivocada e, muitas vezes, já petrificada pelo meio – como foi o caso divulgado há algum tempo pela VEJA, de uma universitária albina que, após ter sido surpreendida pela aversão e nojo com que uma comunidade tratava do albinismo numa rede de relacionamentos, começou a unir-se a outros estudantes sob a mesma condição, para esclarecer à sociedade sobre o que consiste ser uma pessoa albina.


Com efeito, a relação entre crítica e preconceito poderá assumir contornos diferentes, dependendo do quê se viveu e de quem experienciou o quê. Uma pessoa, por exemplo, que vivenciou uma situação preconceituosa e soube enfrentar o problema de forma mais ampla e racional, terá maior chance de ler a si mesmo e ao outro com maior equilíbrio e sensatez. Em contrapartida, pessoas que foram vítimas de algum tipo de preconceito, mas que não aprenderam a lidar com tal circunstância nem desvencilhar-se do trauma, estão mais propensas a somatizar experiências futuras e até a incorrer no mesmo erro de que foram vítimas. O que tende a fazer a diferença, dessa forma, não é apenas o que se viveu, em si, mas a postura que se aprendeu a ter - se crítica ou preconceituosa - diante dos fatos da vida.





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