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2. fa - ís - ca
3. co - e - so
4. fi - as - co
5. ca - o - lho
6. mai - o
sa - ú - va
sa - ú - de
ba - la - ús - tre

Fico encantada com a criatividade desses profissionais que trabalham com a linguagem, fazem associações, analogias, trabalham com o intertexto o tempo todo, setem-se livres para criar - "cristão tipo flex"... essa é demais!
Voltando à liberdade, esse é um dos maiores bens que uma pessoa pode conquistar, especialmente a interior. Fazer o que se quer, como e quando, por sua conta e risco, não há nada que pague essa sensação de bem estar (sem prejudicar ninguém, é claro). E quando se fala em "preceitos religiosos", a sensação de livrar-se do peso de julgamentos, superficialidades e rótulos é melhor ainda.
Nessa vida, melhor mesmo que ser cristão ou qualquer outra coisa tipo flex é simplesmente não ser, ou ser tudo, ou não ser nada, mas por sua própria intuição, razão, sensibilidade, desde que seja por você mesmo.

Nossa língua é tipicamente paroxítona, ou seja, a maioria das palavras possui a sílaba mais forte justamente nessa posição. Somente na charge ao lado, veja quantas aparecem: presidente, Getúlio, Vargas, disse, petróleo, nosso, lembra, disso etc.
Faça o teste: observe o nome dos objetos que estão ao seu redor, no quarto ou na sala, por exemplo (mesa, cadeira, toalha, teto, parede, armário, estante, piso, janela, porta, computador, televisão...). A maioria é paroxítona.
É por conta dessa tendência fônica e desse repertório todo que vamos internalizando naturalmente no decorrer da vida, que quando nos deparamos com uma palavra desconhecida temos a tendência de pronunciá-la como se fosse uma paroxítona.
Quando devemos acentuá-las?
Todas as paroxítonas devem ser acentuadas, menos as que terminam em -a, -e, -o, -em, -ens
Com o novo Acordo Ortográfico, também não são acentuadas as paroxítonas que possuem os ditongos abertos -éi, -ói (sei que dá uma sensaçãozinha desconfortável, mas as palavras ideia e heroico não têm mais acento mesmo).
Existem alguns fatos que a maioria das gramáticas apenas prescrevem (ou expõem como exceções), mas não explicam o porquê:
▪ “Atenção! A palavra hífen deve ser acentuada, mas hifens não”.
Por quê? É por causa da regrinha: todas as paroxítonas são acentuadas, menos as que terminam em -a, -e, -o, -em, -ens, ou que contenham os ditongos abertos -éi e -ói.
- hífen: paroxítona terminada em –n (é acentuada)
- hifens: paroxítona terminada em –ens (não leva acento)
▪ E no caso de mágoa, série e pátio, por exemplo, por que são acentuadas se terminam em -a, -e, -o???
Na verdade, não terminam em -a, -e, -o, terminam em ditongo:
- mágoa (oa)
- série (ie)
- pátio (io)
▪ Quanto a palavras como ímã e órgão, qual das sílabas é acentuada?
O til (~) não é acento, é apenas um sinal de nasalização. Assim, o acento é o agudo (´) e está no lugar certinho:
- ímã (paroxítona acentuada porque termina em -ã,
e não -a)
- órgão (paroxítona acentuada porque termina
em -ão, ditongo nasal)

De manhã, a mãe foi bater na porta do quarto do filho:
- Filhinho, acorda!
- Hoje não vou à escola! E não vou por três motivos: estou morto de sono, detesto aquele colégio e não aguento mais os professores!
- Mas você tem que ir, filho! E por três motivos: você tem um dever a cumprir, já tem 48 anos e é o diretor do colégio.
(Enviado por e-mail, pela Solange)

| Esse texto é antigo, mas é sempre bom reler...
Quem é o seu amante? |
(Jorge Bucay - Psicólogo)
"Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam".
Geralmente, são essas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do antidepressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"? Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
"AMANTE" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto.... Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..
E o que é "ir levando"?
Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver...
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante.

Parabéns aos nossos heróis!
Quando uma palavra tem a última sílaba mais forte é denominada oxítona: papel, alguém, parabéns, heróis,... e tantas outras.
Nem todas, porém, são acentuadas. A regrinha é: só receberão acento gráfico (´) (^) se terminarem em a, e, o, em, ens e ditongos abertos (éi, ói, éu), seguidos ou não de –s:
a - aliás, vatapá
e - através, português, você
o - camelô, após
em -alguém, porém
ens - reféns, parabéns
éi - papéis, aluguéis
ói - constrói, girassóis, heróis
éu - chapéu, mausoléus

O acento diferencial é usado para diferenciar duas palavras homógrafas, quer dizer, que possuem a mesma grafia. Conforme o Novo Acordo Ortográfico, esse acento ocorre em apenas quatro casos: dois obrigatórios e dois facultativos.
Obrigatórios:
▸pode (verbo no Presente) - Você não pode fazer isso!
▸pôde (verbo no Passado/Pretérito Perfeito) - Ele não pôde vir à aula ontem.
▸por (preposição) - Passe por aqui, por favor.
▸pôr (verbo) - Você pode pôr sua bolsa aqui.
Facultativos (normalmente são usados para garantir a clareza do texto):
▸forma (substantivo) - Não gostei da forma como você falou.
▸fôrma (utensílio de cozinha) - Tire o bolo da fôrma, com cuidado. Preste atenção à forma da fôrma do bolo.
▸demos (Presente ou Passado/Pretérito Perfeito) - Nós já demos nossa contribuição à comunidade.
▸dêmos (verbo no Futuro do Subjuntivo) - Que nós dêmos todo o nosso empenho nesse projeto. (Que nós possamos dar todo o nosso empenho...)




