Maria E.

Para quem trabalha com a escrita, ou para quem simplesmente gosta de cuidar das palavras no dia a dia usando a modalidade mais formal da língua, uma ótima dica é o site da Academia Brasileira de Letras - órgão responsável pela escrita oficial de nossa língua.

É fácil: acesse http://www2.academia.org.br/
No canto superior direito, procure
Mapa do Site.
Em seguida,
Nossa língua.
E, finalmente,
Busca no Vocabulário.
Daí, é só digitar a palavra que você tem dúvida - quando for o caso, sempre no masculino e no singular.

Lá, você descobrirá que, com o novo Acordo Ortográfico, tanto "microrganismo" (com um "o" apenas) está correto, quanto "micro-organismo" (com o uso obrigatório do hífen, para separar as vogais idênticas). Também ficará boquiaberto ao descobrir que tanto faz escrever "estupro" ou "estrupo", já que as duas formas agora são aceitas pela ortografia oficial - coisas do uso... Mas, calma, calma, porque "problema" continua sendo escrito desse jeitinho mesmo, sem tirar nem pôr.

Tem mais alguma dúvida? É só dar uma passadinha na Academia...

Maria E.

Ontem, assistindo a um filme, ouvi uma frase que me pareceu bastante profunda. Era sobre as experiências que passamos na vida, e dizia mais ou menos assim: "... as cicatrizes são importantes para nos lembrar que a dor realmente existiu" - tudo bem que o personagem que falou isso era o psiquiatra Dr. Lecter Hannibal, mas não deixa de ter sua verdade.

Você já observou? Quase todo mundo tem alguma cicatriz, umazinha que seja. Eu tenho várias. Não que eu tenha sido uma criança das mais levadas, mas a minha pele é daquelas que tudo marca (rsrsrsrs), aí, já viu, acabei adquirindo uma coleção delas.

Geralmente uma cicatriz é resultado de uma situação traumática: uma pancada muito forte, um acidente, um tombo... e o corte está feito! A dor passa, o ferimento sara, mas a marca fica, como prova do que se viveu: "Ah, isso aqui foi quando eu estava aprendendo a andar de bicicleta...", "O acidente foi grave mesmo e os pontos da cirurgia deixaram...", "Nem me fale em patins, está vendo esta marca aqui no meu joelho?..." E as histórias são intermináveis...

Por vezes essas tais marcas suscitam emoções diferentes em quem as tem. Algumas chegam a ser (verdade!) motivo de orgulho para seus donos, registro de uma aventura ou de algo grande que se precisou vencer. Outras, a gente olha e nem sente mais nada, quase nem lembra o que aconteceu. É o caso do meu dedo indicador da mão esquerda, que ficou com uma cicatriz em relevo, num formato igualzinho ao da Nike (hahaha!), resultado de uma facada que eu mesma dei, cortando couve.

Mas a vida é assim mesmo, menino que é menino tem que ter suas marcas, e vida que é vida, tem lá seus sustos, cortes e arranhões.

Agora, por outro lado, existem "aquelas" cicatrizes... as da alma. Essas, pra falar a verdade, são beeemm mais complicadas... Você começa a olhar muito pra elas e a situação vivida volta com toda a sua dor, impacto e intensidade, e novamente a ferida se abre. Essas, ao contrário das outras, só se fecham mesmo com o amadurecimento emocional, terapia e o auxílio de um bom psiquiatra - mas, pelo amor de Deus, que não seja o Dr Lecter!

Maria E.
Slide 75

Quer ver duas palavrinhas campeãs das confusões gráficas e fonéticas em muitos textos por aí?


Pluvial e fluvial.


Existe gente que já foi pro túmulo sem saber a (sutil) diferença de significado entre elas. Mas, veja só, o genial poeta Augusto de Campos, um dos criadores da denominada poesia concreta, encontrou uma maneira muito inteligente de explicar o significado desses dois vocábulos:


- pluvial, significa água de chuva, descendo de cima para baixo, na vertical;


- fluvial, por sua vez, corre na horizontal, fluindo, fluindo... como se fossem as águas de um rio...



Poesia pós-tudo. pluvial / fluvial. Augusto de Campos. In: Viva Vaia. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1979.


Só sei que seja de chuva (pluvial) ou de rio (fluvial), estamos precisando urgentemente de água por aqui!!!


A umidade do ar está baixíssima, nossa cidade está muito seca esses dias... e a previsão é de que a "sequidão" continuará durante a semana toda. Valha-me, Deus!



Maria E.



"Ter tempo é uma grande posse.

Saber aproveitá-lo é tê-lo duas vezes.”

(Edleuza Teles)


Existem imposições naturais na vida... O tempo é uma delas. Mal começamos a respirar e a contagem regressiva começa... Se o cronômetro da vida se faz imperativo, por outro lado, o uso que fazemos do tempo que nos é dado, esse saber aproveitá-lo, é altamente subjetivo, mutável e nada tem a ver com o senso comum.


Houve um tempo em que eu achava que saber aproveitar traduzia-se em estar sempre em ação, usando cada minuto para construir algo de positivo para mim e para os outros. O próprio tempo, no entanto, encarregou-se de mostrar que até o que é bom pode se transformar em puro desgaste e tensão, quando se vive dessa maneira. Não vale a pena.


Hoje, após alguns quilômetros de estrada, o saber aproveitar o tempo para mim significa justamente não ter que levá-lo em conta, é sinônimo de se livrar do relógio e “deixar rolar”. Se já são três ou quatro da madrugada, e daí?... Quer coisa mais gostosa não precisar dar conta do tempo?...




Maria E.
Quem dá aulas (e somente quem dá aulas) sabe que esse é o lugar do inesperado, misto de alegria e descontentamento, de sobressaltos e surpresas. Um ano nunca é semelhante ao outro, uma turma jamais é igual à outra e uma mesma sala varia de aula para aula, muitas vezes, com o mesmo professor. É por essas e outras que lecionar, especialmente para adolescentes, é um dos trabalhos mais desgastantes que existem.

Esta semana, mais uma vez, vivenciei essa realidade com meus alunos.

Por um lado, experimentei o gostinho amargo da falta de empenho para fazer as atividades propostas: muita divagação, muita conversa, mesmo numa sala em que temos um relacionamento amistoso e os alunos são afetuosos. O agravante é o que essa falta de concentração pode acarretar para o (não)desenvolvimento deles, no que diz respeito à expressão escrita - sabe aquelas "pérolas" que circulam pela internet, com deslizes ortográficos de arrepiar e falta de coerência? Pois então... é disso que estou falando. E já que trabalhamos de maneira bastante séria com leitura e produção escrita, fazendo apontamentos e levando os alunos a refletirem sobre adequação e correção, a concentração na hora dos comentários e no momento da revisão é fundamental.

Após muita conversa, chamar a atenção em particular, mudar alguns de lugar... não houve jeito: semelhante a filhos, que chega um momento em que os pais têm que cortar privilégios, adeus Show de Talentos - para esta sala, haverá aula normal.

Por outro lado, nesta mesma semana e nesta mesma turma, pude sentir o imenso prazer de vê-los produzindo textos muito criativos, dentro de uma proposta dada. Isso, é claro, após um longo trabalho de leitura e motivação. Escreveram crônicas ótimas, umas reflexivas e outras humorísticas. E eles (isso é o melhor de tudo!) sabiam o que estavam fazendo, desde o gênero, crônica, até que estratégia estavam usando - neste caso, semelhante ao escritor Ivan Ângelo, falaram de coisas do dia a dia como se estivessem dando uma receita.

Para quem, por natureza, é apaixonada por produção de textos, já viu... foi delicioso ver o orgulho nos olhos deles ao ler os textos que eles mesmos produziram, a originalidade e criatividade em suas palavras. Com certeza, as crônicas irão para o mural da escola, digitadas, bonitas, com o nome de cada autor.

Escola é assim mesmo... cheia de sustos e alegrias. E a gente vai caminhando...






Maria E.

"Ao meu pai, Antônio, pela possibilidade do êxodo e da sobrevivência."

No próximo domingo será comemorado o Dia dos Pais. Atualmente, esta é uma das datas em que telefono pra ele para conversar um pouco e expressar-lhe carinho e gratidão.

Devido à distância, não temos tido contato há um bom tempo... Na verdade, se eu dissesse que durante toda a vida tivemos sempre um relacionamento próximo, aberto, estaria mentindo. Entretanto, várias características muito fortes e positivas de sua personalidade ficaram bastante marcadas em minha memória, e por essas e outras é que o admiro.

Homem forte, corajoso, muito responsável com seus compromissos, protetor, organizado e caprichoso com o que fazia. Para o bem-estar da família, era capaz de virar a noite assentando piso ou construindo um guarda-roupa, com as próprias mãos, peça por peça... De tudo, é isso que fica, o que uma pessoa doa aos que ama.

Parabéns, pai, pelo seu dia.




Maria E.
Esta semana, à noite, mudando despretensiosamente de canal, deparei-me com o Entrevista Record Música, um programa da Record News, que traz cantores e compositores famosos para uma conversa descontraída. O entrevistado da vez era o Peninha, cantor e compositor de dezenas de músicas que se tornaram verdadeiros clássicos nacionais.

Contando um pouco da história de suas canções de amor, me chamou a atenção quando afirmou que quase todas elas "foram feitas para uma mesma mulher"... Caramba!, pensei, isso existe mesmo?!...

Sim, existe. Não é a primeira vez que o vejo falando desse longo caso de amor e das músicas românticas que fez para ela, as quais, segundo ele, surgiram simplesmente porque não podiam ficar contidas, tinham que sair garganta e peito afora - Almas Gêmeas e Adoro Amar Você são belos exemplos disso.

Um grande amor...
Não, não esse "amor", tão comum que existe por aí e por vezes banalizado ou confundido com qualquer outro sentimento; mas um outro, raro, intenso, recíproco, capaz de marcar a vida de uma pessoa para sempre. Refiro-me ao encontro de almas, a uma sintonia perfeita que simplesmente não se explica, apenas se sente e, muito provavelmente, uma única vez na vida.

Mas, sinto informar: embora tantos desejem profundamente viver essa experiência, nem todos o encontram. Alguns se dão conta de que encontraram o grande amor, no entanto por razões várias (e fortes!) o deixam ir, ficando presos aos passos do que poderia ter sido...

O cinema, mestre em retratar essas coisas inexplicáveis da vida, lançou vários filmes que abordam esse tema, sensíveis, profundos... Vale a pena conferir.


Diário de uma paixão
(um dos mais lindos a que já assisti)






Noites de Tormenta (coisas que a vida não explica...)





E, quem diria... esse tipo de amor também pode nascer na maturidade, contrariando a lei natural que rege os sentimentos masculinos, cuja motivação e atração se dá, essencialmente, pelo quesito corpo...


As pontes de Madison (as tais razões!...)



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Maria E.
Meus sobrinhos: sempre fui apaixonada por eles. E estou vivendo a emoção de tê-los em diversas fases e idades - que coisa mais gostosa é isso!... É gente bonita e inteligente pra tudo quanto é lado, desde o Daniel, a coisa mais apaixonante desse mundo, com apenas alguns meses de vida, até o Tiago, homem feito e já quase um "Doutor".

Só sei que é muito gostoso ser tia, olhar para eles assim tão lindos, reconhecê-los tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximos, numa mistura de traços e temperamentos.

Pensar neles é por vezes curioso. As lembranças se misturam. Aparecem as carinhas e os sorrisos de quando ainda eram pequenos, e num segundo as imagens do que são agora. Aqueles rostinhos de menina de ontem confundem-se com a beleza e a graça das universitárias que são hoje; no lugar do choro e das caras de sapeca dos meninos, dá pra ouvir vozes grossas e ver os rostos barbados dos rapazes que se tornaram. Descobrir quem é um e quem é outro ao telefone é que ficou difícil!...

São tantos momentos, tantas lembranças... Daria pra fazer um filme: o sorriso e a alegria da Dani ao ganhar o seu primeiro biquíni para ir à praia de Matinhos; a Vivi, atendendo ao telefone e dizendo "Oi tia, tem bolo de chocolate..."; o Rô, fugindo da gente, lá no Buraco do Velho; o Rafa, contando suas histórias e peripécias; o Tiago, supercarinhoso, me ajudando a estacionar o carro (e a Aline ordenando: "Endireita!" kkkk); essa Nine, linda demais, chamando a atenção por onde passa (e eu, morrendo de cuidado, fechando o tempo pros marmanjos); o "dededede" do André, em tons crescentes e lindos, mais tarde o "lilha" e hoje os carros; e o Danielzinho, coisa mais linda desse mundo (de onde vieram aqueles cabelos pretos numa pele tão branquinha?).

Tia coruja? Que nada... é muita paixão mesmo. Amo. Amo. Amo.




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TPM
Maria E.



Recebi esse texto por e-mail e o achei muito espirituoso.

Qualquer semelhança com a realidade, é pura "coincidência"...

(Hahaha, muito bom!)



Frases e procedimentos para sobreviver

a uma mulher com TPM nas situações do dia a dia:



Você chega em casa com aquela fome...
PERIGOSO
: O que tem pro jantar?
SEGURO: Posso te ajudar com o jantar?
SEGURÍSSIMO: Onde você quer ir pra jantar?
ULTRASSEGURO: Eu trouxe um chocolate pra você...

Vocês vão a uma festa e ela diz: "Amor, já estou pronta..."

PERIGOSO: Você vai vestir "isso"?!
SEGURO: Nossa, você fica bem de marrom!
SEGURÍSSIMO: Uau! Tá uma gata!
ULTRASSEGURO: Eu trouxe um chocolate pra você...

Ela diz: "Como você é grosso!"
PERIGOSO: Tá nervosa por quê?
SEGURO: Tudo bem, eu poderia ter avisado, assumo meu erro!
SEGURÍSSIMO: Vem, deixa eu te fazer um carinho...
ULTRASSEGURO: Eu trouxe um chocolate pra você...

Na hora daquele superalmoço de domingo...

PERIGOSO: Será que você devia comer isso?
SEGURO: Sabe, ainda tem bastante maçã.
SEGURÍSSIMO: Quer um copo
de vinho pra acompanhar?
ULTRASSEGURO: Eu trouxe um chocolate pra você...

Você chega em casa tarde, e ela está sentada no sofá...

PERIGOSO: O que você fez o dia todo?
SEGURO: Espero que você não tenha trabalhado demais hoje, amor.
SEGURÍSSIMO: Adoro quando você usa esse baby doll!
ULTRASSEGURO: Eu trouxe um chocolate pra você...


E algumas definições para TPM:
TPM = Todos os Problemas Misturados
TPM = Tendências a Pontapés e Murros
TPM = Temporada Proibida para Machos
TPM = Tocou, Perguntou, Morreu
TPM = Tente no Próximo Mês
TPM = Tempo Pra Meditação



TPM = Treinadas Para Matar!







Oi!
Maria E.
Tenho andado sumida, eu sei... Passo por aqui, e não paro para escrever nada já faz um tempinho... Se dissesse que estou muuuiiiiito atarefada esses dias, não seria convincente, afinal, quando se quer realmente algo, encontra-se tempo.

A verdade é que gosto desse espaço exatamente por isso, por ser livre, leve, à vontade, descompromissado. Um lugarzinho gostoso que a gente vem quando dá vontade. E é isso, embora tenha umas "coisas" fervilhando na cabeça, não escrevi.

No segundo domingo de maio, por exemplo, andei pensando em mãe. Não somente na minha, cujos traços e atitudes tantas vezes reconheço (que susto!) em mim mesma. Lembrei de outras mães como Isabel, minha irmã amada e segunda mãe, por quem tenho profunda admiração e carinho. Côca, mãe-guerreira e otimista. Ângela, doçura, força e dois rapazes para amar...

Andei lembrando da Caê, amiga-irmã desde a 6ª série e que agora, aos 42 anos, vive o sonho indescritível de ser mãe, após uma longa história... Tantos rostos femininos e inúmeras cenas de afeto passaram pela minha mente, como um filme... Carol, minha cunhada, com seus filhos tão bem cuidados e amados. Miriam, que já vai ser vovó, mas que ainda me lembro dela com eles, pequenininhos. D. Carmem cujos filhos são sua vida: que mulher guerreira, meu Deus! Tia Ana, mãe-amor de tantas pessoas com quem conviveu. Lurdinha: a Simone tem sorte por tê-la. São tannnntas mulheres e tantos exemplos! Daria pra fazer centenas de filmes parecidos com "À procura da felicidade" - tendo como personagem não apenas um filho, mas dois, três, dez... vários!

Estive também pensando no que é a vida... Essa história de ficar mais velha não é nada, nada interessante. Ah, e não adianta fugir, o espelho não mente. Nessa fase, a tal "lei da gravidade" é um inferno (kkkk)!! Acabo concordando com o Fiorin: quem anda espalhando por aí que a terceira é a melhor idade, é um mentiroso de carteirinha! Só sei de uma coisa: depois que se entra na casa dos "enta" (quarenta, cinquenta, sessenta)... "É a vida, e é bonita, e é bonita."

O engraçado (há exceções, não é, Enéias?) é que a memória vai precisando de uma ajudinha... Não é que hoje confundi o nome de duas alunas, lindas e queridas, por três vezes?! Isso não acontecia antes, eu garanto. (Valha-me, Deus, preciso urgente de Ginko Biloba!)


Mas existe um lado bom em tudo isso: com a maturidade vamos compreendendo que tudo faz parte da vida mesmo e começamos a olhar a realidade com mais calma e leveza - algo quase impossível de se sentir na adolescência.

Enfim... não é que acabei escrevendo? Pra não perder o costume e rir um pouquinho, olha que graça a charge:







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